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"Stay up till four in the morning
And the tears are pouring
And I want to make it worth the fight"
4 in the morning - Gwen Stefani
No dia 14 de janeiro deste ano, eu escrevi aqui no blog: “Talvez minha vida dê uma guinada logo logo. E aí sim eu irei sorrir”. No dia 23 de fevereiro, eu postei: “Mesmo que algumas coisas permaneçam do jeito que eu não quero que permaneçam, eu sinto uma pontinha de felicidade vindo lá de dentro. Acho que é esperança. Esperança de mudança”. E nas duas datas eu não imaginava que meses depois eu pediria demissão do meu aterrorizante emprego e terminaria meu namoro de dois anos. E o que havia sido preparado pra mim era um novo emprego e um novo namoro. Que medo. Acho que as palavras realmente têm poder. A única coisa ruim é que quando eu comecei a escrever este post aqui, eu estava preparado pra falar de coisas boas e de felicidade e de sorrisos. Agora – porque eu já tentei continuar este post muitas vezes –, não tenho o mesmo sentimento de antes. E, pra variar só um pouquinho, é por causa do trabalho. Fui registrado, o que significa trabalhar das 8h às 18h e aos sábados, e fui para outro setor do supermercado: o financeiro. O incrível é que ninguém quis saber se eu estava disposto a ir pra lá ou se meu perfil se encaixava no cargo. Eu simplesmente fui mandado pra lá. Agora exigem coisas que eu não faço ideia de como fazer e eu começo a me sentir desanimado e deprimido como eu me sentia no escritório de contabilidade. O que me mantém de pé é o meu amor. Aliás, no dia 28 de outubro, nós completaremos quatro meses de namoro. Outubro. E falar de Maysa, Coffee at Luke’s, Presença de Anita, Alice no País das Maravilhas, Dom Casmurro e Gossip Girl durante o ano me fez chegar em outubro sem escrever sobre o que acontecia em outras partes da minha vida. A faculdade continua entediante, mas não tão difícil. Tudo bem que eu não tiro dez em todas as matérias, mas é pura preguiça. Ainda bem que o último ano já ta aí. Conheci pessoas maravilhosas no trabalho e o fato de trabalhar com elas me deixa um pouco menos pra baixo por estar lá. Carine, Fran, Rafa, Dani, Elaine, os dois Cássios, etc e etc. Com eles era muito mais gostoso trabalhar. O ambiente era de harmonia e nós demos muita risada. Pena que acabou. Só espero que essa ventania de sensações ruins passe. Assisti alguns filmes durante o ano, dos quais não lembro agora. Só registrando que Ensaio Sobre a Cegueira me deixou com uma dor de estômago que nunca senti vendo filme antes. Ganhei o DVD de Hairspray e os boxes da primeira temporada de Pushing Daisies, sétima temporada de Gilmore Girls – agora tenho toda a série! – e o box de Capitu. Os presentes perfeitos. Dados por alguém que me conhece melhor do que eu mesmo. Alguém que me escreveu a carta mais linda e tocante que já recebi. Li – na verdade, leram pra mim – O Pequeno Príncipe e depois eu ganhei o livro. Resolvi dar uma chance a Lua Nova só por causa do filme que estreia em novembro e, acredite se quiser, to gostando demais! Bem superior a Crepúsculo. Melhor trama, melhores metáforas, melhor vocabulário e bem mais cativante. To baixando a terceira temporada de Gossip Girl, espero baixar o resto da segunda de Samantha Who? e a quinta de Lost. Espero tanta coisa... Espero terminar a faculdade, não depender mais de empregos que eu detesto e procurar algum trabalho que me complete, pra que eu possa me encontrar. Pra que eu possa sentir orgulho do que faço. Pra que eu possa trabalhar com prazer. Pra que eu não escreva outro post tão doloroso quanto este, tentando preencher as linhas com as coisas que me deixam feliz apenas pra cobrir aquelas que me perturbam e não param de machucar meu peito.
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"These excuses
How they served me so well
They've kept me safe
They've kept me stoic
They've kept me locked inside myself
These excuses
How they're so familiar
They've kept me blocked
They've kept me small
They've kept me safe inside my shell"